28 de fevereiro de 2010

Campos de extermínio nazistas

Os campos de extermínios na Alemanha eram usados para exterminar ou eliminar "indesejáveis", ou seja, os povos e etnias que de acordo com o nazismo, traziam males as pessoas. Vários campos de extermínios foram construídos e habilitados durante os anos que o nazismo governou a Alemanha. Durante a Segunda Guerra Mundial eles continuarão em atividade, sendo durante e ao fim da guerra sendo libertados pelos Aliados, essa matéria vai trazer alguns aspectos e características de tais campos.

Métodos de execução:
Os método mais comum aplicado pelos nazistas para exterminar os prisioneiros era através das câmaras de gás, com o gás Zyklon B, outra forma de extermínio também usada era a de cremação, existiam grandes fornalhas, onde eram postos os prisioneiros, a forma de fuzilamento era também frequentemente usada, uma forma mais prática para o objetivo desejado.

Vítimas:
No total, somando todos os números de vítimas de todos os campos de extermínio, o número de vítimas é de 2.631.500 pessoas.

Lista dos campos

Campos de extermínio na Europa.A maioria das fontes históricas reconhecem seis campos de extermínio, todos eles situados na Polónia ocupada. Eles eram:

Auschwitz-Birkenau ou Auschwitz II - Nota: Auschwitz I era um campo de concentração e Auschwitz III, um campo de trabalho);
Bełżec;
Campo de concentração de Chełmno (Alemão: Kulmhof an der Nehr, Polish: Chełmno nad Nerem);
Majdanek;
Sobibór;
Treblinka.
Destes, Auschwitz II e Chełmno estavam situados dentro de áreas da Polónia ocidental anexada pela Alemanha. Os outros quatro estavam situados na área do Governo Geral.

Um sétimo campo, muito menos conhecido que estes seis situava-se em Maly Trostenets, na actual Bielorússia. O regime fantoche croata dos Ustaše também montou um campo de extermínio em Jasenovac.

Treblinka, Bełżec e Sobibór foram construídos durante a Operação Reinhard, o nome de código para a matança sistemática dos judeus na Europa, conhecido amplamente como sob o eufemismo, de "solução final da questão judia" (Endlösung der Judenfrage). A operação foi decidida na conferência de Wannsee de Janeiro de 1942 e conduzida sob o controle administrativo de Adolf Eichmann.

Estes campos, juntamente com Chełmno que havia sido construído mais cedo, eram puros campos de extermínio, construídos com o objectivo único de matar em grande escala.

Fim da guerra

Quando as forças armadas soviéticas avançaram sobre a Polónia em 1944, os campos foram fechados e completamente desmantelados, os fornos crematórios inutilizados, os restos das vítimas cremados e as cinzas lançadas na atmosfera por enormes ventiladores, tudo isso na esperança de ocultarem o que tinha ali ocorrido. O governo comunista polaco do pós-guerra, consciente da sua impopularidade e não desejando levantar a questão do extermínio dos judeus numa Polônia ainda muito anti-semita, não empenhou-se em preservar estas construções, permitindo assim a sua decadência física - se bem que sempre permitindo a sua visitação pública. Somente após a queda do comunismo em 1991, foi feito um esforço renovado de preservação dos vestígios materiais do extermínio nazista e de sua pesquisa histórica, sendo os campos reconstruídos como centros culturais e memoriais afins, especialmente Auschwitz, que até hoje ostenta uma enorme chaminé onde teriam sido incinerados os 1.500.000 judeus desse campo, o mais conhecido de todos. Com o ressurgimento do nacionalismo polonês - e de suas raízes anti-semitas - numa ambiência pós-comunista, houve, no entanto, um acirramento das disputas entre o governo polaco e organizações judaicas sobre aquilo que é e não é apropriado ser divulgado nestes sítios. Alguns grupos judaicos, preocupados em preservar a memória do Holocausto, manifestaram junto às autoridades polonesas a objecção à construção de outros memoriais, inclusive cristãos, no entorno destes campos.


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