30 de setembro de 2010

Soldado João Adriano de Carvalho


A pedido de Marconi Mota Melo

O soldado João Adriano de Carvalho foi um dos muitos heróis brasileiros a lutar na Segunda Guerra Mundial. Natural de Além Paraíba, Minas Gerais, como muitos, evitava flar do sofrimento e das tristes e horríveis histórias de guerra, ao falar da guerra, se emocionava, fazendo qualquer um notar, que o assunto era delicado demais para ele, pois havia vivido experiências inesquecíveis, e acima de tudo, traumáticas.

João Adriano, hoje já falecido, usava uma Thompson, um dia, contando as histórias de guerra ao seu primo Marconi Mota Melo, lembrou de uma vez, que ele e sua tropa, tomaram uma lurdina, como chamava as metralhadoras MG42, conta ele, que atirou o que deu, depois de acabar a munição, destruiram a mesma.

Em outra história, João Adriano contou que, durante um ferrenho combate, ele e sua tropa tiveram de se refugiar em uma mata, onde ali permaneceram por 3 dias, sem comida e sem água, sendo que todos tinham tinham que ficar de sentinela, no caso de serem descobertos.

Aqui fica mais uma homenagem do Portal Segunda Guerra a um dos nossos heróis febianos, este qual se dedicou fervorosamente a causa da liberdade, pagando com sua consciência até o fim de seus dias, mas que de forma alguma se arrependeu de defender seu país e seu povo.


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Tanque soviético T-34


Tripulação: 4
Peso: 30,9 t
Altura: 2,7 m
Comprimento: 8 m
Largura: 3 m
Motor: 12-cyl. modelo diesel V-2 500 hp (373 kW)
Alcance: 465 km
Suspensão: Christie
Potência/peso: 16,2 hp/toneladas
Velocidade na estrada: 55 km/h
Blingagem: 70 mm
Armamento principal: 76,2 mm F-34
Armamento secundário: 2×7,62 mm metralhadoras DT
Variantes:
- T-34/76A - Modelo produzido de 1940
- T-34/76B - Modelo produzido de 1941
- T-34/76C - Modelo produzido de 1942 com maior armadura
- T-34/76D - Modelo produzido de 1943
- T-34/76E - Modelo produzido de 1943
- T-34/76F - Modelo produzido de 1943
- T-34/85 - Modelo produzido de 1943 com uma arma de 85mm.
- Panzerkampfwagen T-34(r) - T-34 capturado pela Alemanha


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Submetralhadora Maschinenpistole 40 - MP40


Tipo: Pistola-metralhadora
Usuário: Alemanha
Inventor: Erma Werk
Peso: 3,97kg
Comprimento total: 630 mm (coronha rebatida) e 833 mm (coronha estendida)
Alcance eficaz: 100 m
Comprimento do cano: 251 mm
Calibre: 9x19 mm
Alimentação: carregador de 32 munições
Velocidade da saída do projétil: 380 m/s
Unidades produzidas: superou 1 milhão de unidades
Tempo em serviço: 1939 a 1945
Variantes: MP36, MP38, MP38/40, MP40/I, MP40/II, MP41 e BD38


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28 de setembro de 2010

VI Encontro Brasileiro de Preservadores de Viaturas Militares


Enviada por Telmo Fortes - Vice-presidente e executivo do Encontro.
 
Cartaz do VI Encontro
Brasileiro de Preservadores de
Viaturas Militares - VI EBPVM
A Associação Brasileira de Preservadores de Viaturas Militares - ABPVM - presidida por Marcos Cesar Spinosa informa que o VI Encontro da entidade irá ocorrer entre os dias 13 e 15 de novembro, na cidade de Jaraguá do Sul SC.

Conforme ficou acordado na assembléia geral realizada no V Encontro, em Curitiba, doravante os eventos de caráter nacional irão acontecer em pontos diversos do pais, cabendo ao clube anfitrião promover o mobiliamento do parque moto, de modo a desonerar os associados dos demais estados da custosa e difícil obrigação de transportar suas viaturas até a cidade sede.

Na última reunião da diretoria, ocorrida em 12 de setembro no Rio de Janeiro, ficou decidido igualmente que o encontro passa a ser denominado "Encontro Brasileiro de Preservadores de Viaturas Militares, e não mais Encontro Brasileiro de Viaturas Militares Antigas.

Para a proxima edição, a ABPVM pretende homenagear os pracinhas brasileiros que lutaram na Campanha da Italia em 44/45, através do Grupo Histórico FEB, criado por João Barone no âmbito da entidade. Por essa razão, o encontro dar-se-á concomitantemente ao 22 Encontro de Veteranos da FEB que terá lugar na valorosa cidade catarinense.

O Acampamento receberá o nome do 1° tenente Adhemar da Costa Machado foi oficial da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionaria (Regimento Ipiranga) tendo participado de toda a Campanha Italiana, e pai do atual comandante da 5ª Região Militar, general-de-divisao Adhemar da Costa Machado Filho, um dos grandes apoiadores do movimento preservacionista. O barracamento e a exposição tomarão espaço da antiga estação ferroviária de Jaraguá do Sul, hoje Centro Cultural e Museu da FEB.

Para lá convergirão as viaturas dos clubes catarinenses, capitaneadas pela Companhia de Preservadores de Viaturas Militares Indestrutiveis e seus pelotões orgânicos, Pelotão Pégasus, Pelotão Civico do 14° BC, Pelotão Linx, Pelotão Geral de Transportes, além do Pelotão Antares, sediado no Rio Grande do Sul e dos camaradas da Brigada Paranaense de Viaturas Militares Antigas, que formarão comboios para atingir o local.

Associados do Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e da Itália, além dos já citados, confirmaram presença.

Estarão prestigiando o importante evento, a prefeita municipal sra. Cecilia Konell, os generais Tulio Cherem, Comandante Militar do Sul (sócio honorário da ABPVM); general Adhemar da Costa Machado Filho (da Região e 5ª Divisão de Exército) e general Decio dos Santos Brasil, comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, de Florianópolis, e demais autoridades militares da área.

Os encontros da ABPVM são os mais importantes eventos do gênero, na America Latina.


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27 de setembro de 2010

Ilyushin IL-2


Principal usuário: Força Aérea Soviética
Fabricante: Ilyushin
Primeiro voo: 20 de dezembro de 1939
Número de aeronaves construídas: 36,183
Tripulantes: 2 (piloto e artilheiro)
Altura: 42, m
Comprimento: 11,6 m
Envergadura: 14,6 m
Peso (vazio): 4,3 toneladas
Peso (carregado): 6,1 toneladas
Teto de serviço: 5500 m
Velocidade máxima: 414 km/h
Introduzido: 1941
Aposentado: 1954 pela Iuguslávia e Bulgária


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Roubada a herança artística da Europa


A espantosa descoberta da mina Kaiseroda motivou uma visita do comandante supremo das Forças Aliadas, Dwight Eisenhower, acompanhado de quatro dos seus generais, incluindo George Pattom. Ao recordar a sua primeira visão dos preciosos quadros, este oficial impulsivo escreveu: "Aqueles que vi valiam, em minha opinião, 2 dólares e meio, e eram do gênero dos que normalmente se vêem nos bares da América." Outros tinham opinião diferente, pois na coleção figuravam obras de Renoir, Ticiano, Rafael, REmbrandt, Dürer, Van Dyck e Manet (acima). Mas até estes expoentes artísticos ficavam ofuscados pela mais valiosa obra de arte de toda Alemanha, o famoso busto da rainha Nefertite do antigo Egito, com 3.000 anos. E mais tesouros foram encontrados em outras minas das proximidades.

Os nazistas tinham acumulado vastos patrimônios artísticos confiscados aos cidadãos e aos museus dos países conquistados. Aparentemente, inúmeras obras de arte foram destruídas durante a conflagração, mas muitas outras foram delvolvidas aos seus proprietários graças ao esforços das equipes de curadores dos Departamentos de Estado e da Defesa dos Estados Unidos. Milhares delas, porém, nunca foram encontradas, e uma compilação recente feita em Munique dá como desaparecidas cerca de 4.000 pinturas européias.

O roubo dos tesouros artísticos de um país derrotado é tema bem conhecido que se repete ao longo da História, já registrado nos anais dos exércitos da Assíria, Egito, Grécia e Roma e seguido pelas campanhas de Napoleão e nas conquistas coloniais britânicas. Os imponentes pilares de pórfiro vermelho de Santa Sofia, em Istambul, por exemplo, foram roubados da Persépolis persa pelos conquistadores romanos. Os famosos quatro cavalos no alto da Catedral de S. Marcos, em Veneza, retirados para evitar os danos da poluição, foram saqueados de Constinopla.

Em 1907, a Convenção de Haia sobre Direito de Guerra Terrestre permitiu espressamente "o salvamento de tesouros de todas as zonas de batalha", mas os vorazes oficiais nazistas excederam todos os limites ao retirar milhões de dólares de objetos artísticos dos países subjugados. Alguns desses objetos foram expostos em museus alemães, mas outros foram armazenados em locais secretos ou levados para decorar as casas opulentas dos membros da "corte" de Hitler.

Entre as unidades especiais de confisco, incluía-se a altamente eficiente Bildene Kunst (Belas-Artes), que contava com 350 bibliotecários, arquivistas e historiadores de arte, cuja missão era registrar e catalogar os valiosos objetos espoliados, engradá-los para evitar danos durante o embarque e, em muitos casos, encotrar-lhes esconderijos quando o Terceiro Reich começou a desmoronar. É possível que algumas dessas obras de arte nunca venham a ser encontradas, porque muita da documentação relativa aos objetos escondidos perdeu-se ou foi destruída durante os últimos dias de combate da II Guerra Mundial.


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26 de setembro de 2010

O milagre de Dunquerque


Em maio de 1940, soldados aliados
foram obrigados a ir a pé, por dentro
d'água, até os barcos que os levariam
a salvo para a Inglaterra
Mais de uma ano antes da Batalha de Moscou, Hitler hesitara também à beira da vitória, maiz uma vez dando ao adversário a oportunidade de se reagrupar. Em 20 de maio de 1940, as forças francesas e britânicas foram encurraladas quando alemães, em progressão, se concentraram sobre Flandres. A evacuação por mar era a única fuga possível. A Operação Dínamo, utilizando barcos militares e civis, começou em Dunquerque , em 24 de maio, permitindo que se iniciassem as manobras de salvamento.

Primeiro, foram transportados com êxito, através do canal da Mancha, até os penhascos de Dover, os 28.000 homens encarregados das comunicações e da instrução. Depois, com alguns esperando pacientemente com água até o pescoço, milhares de militares aliados foram salvos por barcos, grandes e pequenos. Esta flotilha estraordinária atingiu o número de 848 barcos, incluindo 45 navios de passageiros, 230 embarcações de pesca e mais de 200 lanchas particulares. Em 26 de maio, Hitler mandou prosseguir os tanques, e o combate foi feroz. Quando a operação foi suspensa, a 3 de junho, um total de 338.226 soldados ingleses, franceses, belgas e holandeses estavam a salvo na Inglaterra. Dunquerque, com cerca de 40.000 homens, rendeu-se às 9 da manhã desse dia.

Por que os serviços secretos alemães não relataram a Hitler que o Canal estava colhado de barcos de salvamento enquanto os seus tanques continuavam parados? Fosse qual fosse a explicação, a fuga das forças de Dunquerque foi outra oportunidade perdida pelos exércitos do Terceiro Reich.

Fonte: Livro Garndes Mistérios do Passado - EditoraReader's Digest


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25 de setembro de 2010

Os russos tomam Varsóvia


A pedido de Gustavo Kapelli.

Tendo que se juntar ao avanço principal, as forças russas sob o comando do general Zhukov, tiveram de fazer uma ligação pelo rio Vístula, e teriam de tomar a cidade de Varsóvia, a capital polonesa, para poder seguir ruma a Berlim.

Com o flanco protegido pelas tropas comandadas pelo general Rokossovsky, que avançava em direção a Prússia, o ataque a capital polaca seria possível.

Os ataques a cidade iniciaram-se a partir do norte, sul e oeste. O combate entre russos e alemães não foi muito pesado, pois o Levante de Varsóvia, que a pouco havia ocorrido, tinha complicado a segurança e a proteção de Varsóvia. O leve embate que se ocorreu, foi em função da superação das poderosas defesas alemãs que se estabeleciam na cidade, e assim, a 12 de janeiro de 1945, os russos tomam a cidade, possiblitando o avanço de Zhukov, que foi em direção paralela as do general Konev.


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O Herói de La Serra - 1º Tenente Apollo Miguel Rezk


A pedido de Tiago Teixeira Santos.

O 1º Tenente Apollo Miguel Rezk, foi um dos maiores heróis da FEB durante a Segunda Guerra Mundial, demonstrando sua bravura e coragem em situações de extremo perigo. Mostrando seu valor e sua dedicação ao Brasil, cujo defendeu de forma incomparável.
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, no dia 09 de fevereiro de 1918, filho de Miguel Jorge Rezk, médico, Dentista e farmacêutico, e da Sra. Suraya Mussalli Rezk, ele do Líbano, e ela da Síria. Apollo sempre quis ingressar na carreira militar, porém, quando foi reprovado no teste de saúde da escola Militar do Realengo não pode seguir o que queria. Por essa razão, passou a estudar na escola Superior de comércio, onde se formou Perito-Contador. No ano de 1939, foi declarado pelo CPOR/RJ como Aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria.

O Tenente Apollo embarcou para Itállia integrando a FEB (Força Expedicionária Brasileira) junto ao 2º Escalão, fez parte do 1º RI (1º Regimento de Infantaria), o Regimento Sampaio, participando de várias batalhas, com o objetivo de libertar e resguaradar pela Liberdade do povo italiano, então oprimido pelos regimes totalitários que o tirava os direitos.

Durante a batalha de Monte Castello, a 12 de dezembro de 1944, Apollo,a frente de seu pelotão, com bravura e coragem, sob forte resistência inimiga, conquistou uma importante posição alemã, por seu feito, foi agraciado com a medalha "Silver Star" a qual recebeu alto comando americano.

Na conquista de La Serra, a 24 de fevereiro de 1945, Apollo, demosntrou novamente sua dedicação a causa da Liberdade, onde, repetidamente comandando seu pelotão, sob fortíssima resistência inimiga e, atravessando um campo minado, conseguiu assegurar para as forças Aliadas, La Serra. Porém, ferido, durante o embate, suportou as precárias situações as quais se deparou. Repelindo ataques inimigos mesmo debilitado, e resistindo a várias metralhadoras que o cercavam. Além disso, causou aos inimigos severas baixas, e fez cinco prisioneiros. Já estando no hospital, o herói ouviu da rádio BBC de Londres, a seguinte notícia, "O Comando Aliado na Itália resolveu louvar um Oficial da Força Expedicionária Brasileira pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no comando do pelotão, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem.".

Do governo do Brasil, Apollo recebeu, a Cruz de Combate de 1ª Classe, Medalha de Sangue do Brasil, Medalha de Guerra e a Medalha de Campanha. Já do governo americano, pela sua coragem e destaque em combate, recebeu a medalha Cruz de Serviços Notáveis, uma das mais importantes condecorações norte americans.

Após a guerra, o Herói de La Serra, seguiu a carreira militar, casando-se com a Sra. Ivette Antunes Rezk, com qual teve dois filhos. Apollo reformou-se do Exército Brasileiro como Major.

Apollo Miguel Rezk, veio a falecer no ano de 1999, sendo que o governo dos Estados Unidos enviou um representante, um oficial da Marinha, em função de o Major Rezk ter sido o combatente mais condecorado pelo governo americano dentre todos os pracinhas brasileiros.


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Túneis de Blumenau, mito ou verdade?


Enviada por Matheus Mendonça - Twitter

Teatro Carlos Gomes, uma dos pontos ligados
pelos túneis, em Blumenau, no estado
de Santa Catarina
Entre 1940 - 1945 foram construídos túneis subterrâneos na cidade de Blumenau/SC. Muitos dizem que era para o escoamento da água das enchentes, outros dizem que era para uma ligeira fuga de Adolf Hitler quando ele viesse com o 3º Reich dominar o Brasil.

Porém, a história do escoamento de água se trata de uma inverdade, pois ninguém escoaria água para o Teatro Carlos Gomes, o Colégio Pedro 2º, o Colégio Sagrada Família, o Colégio Bom Jesus e até no Shopping Neumarkt. Estes túneis ligam estes locais que citei. Tenho uma amiga que era de Blumenau e estudava no Colégio Sagrada Família, ela contou-me que realmente existem estes túneis, até tentou entrar num desses, porém a entrada era muito pequena, o que impedia a passagem.

Antigamente as pessoas não sabiam como os padres vinham do Bom Jesus ate o Sagrada Família rezar a missa. O Teatro Carlos Gomes também tem um mistério, o formato de sua fachada na parte superior tem o formato de um cap nazista, isso também é mais um dos motivos de que Hitler viria se esconder no Brasil. Na parte superior do teatro, existe uma pequena varanda, acredita-se que quando Hitler ganhasse a guerra, iria visitar todos os pontos de colonização alemã no mundo e fazer seu discurso lá de cima.

Bom o mais importante ninguém sabe ainda, o que tem dentro dos túneis? Quem ajudou a construir os túneis? Plantas, mapas daquela época onde estão? Ninguém sabe...

Ninguém teve a coragem de ir abrir as correntes do portão que bloqueia o acesso aos corredores dos túneis e ver o que tem no local, o caso é que podem estar nos túneis vários artefatos da época, como: armas; bandeiras; documentos, etc.

Outro mito é também que os túneis serviam de encontros amorosos entre padres e freiras, pode até ser verdade, mas que os túneis existem, existem, o vídeo abaixo fala e explica questões sobre o túnel.



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24 de setembro de 2010

Museu da FEB - São Gabriel - RS


Museu da FEB, localizado na cidade
de São Gabriel, no RS
O Museu da FEB em São Gabriel, possui um acervo riquíssimo sobre a passagem pela Itália e sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.

O General Mascarenhas, comandante das tropas febianas na Itália, nasceu em São Gabriel, por essa razão, o museu possui pertences pessoais do mesmo. O Museu da FEB de São Gabriel também destaca-se por sua grande quantidade de armas e relíquias da FEB em seu acervo, além disso, possui vários equipamentos e transportes empregados pelos brasileiros na Itália.


O museu situa-se no prédio da Estação Ferroviaria, na praça Carlos Pereira.


Galeria de Fotos
(Clique nas fotos para visualizar no tamanho original)
 
Fachada do Museu

Interior do Museu

Interior do Museu

Uniforme da FEB, parte do acervo do Museu

Capacetes usados na Segunda Guerra Mundial,
acervo do Museu


Tanque Sherman exposto no Museu

Equipamentos de comunicação presentes
no Museu

Várias armas usadas na Segunda Guerra Mundial
presentes no Museu


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22 de setembro de 2010

Motocicleta alemã BMW R/75


Comprimento: 2,4 m
Comprimento do banco de passageiro: 1m
Largura total: 1,7 m
Peso: 420 kg
Capacidade do tanque: 24 litros
Velocidade máxima: 95 km/h


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O Triunfo da Indústria


Incapaz de repor as aeronaves abatidas e de rivalizar com os Aliados após o engajamento maciço dos Estados Unidos na guerra, a Luftwaffe entra em colapso
Linha de montagem norte-americana:
 mulheres trabalham nos narizes de bombardeiros
A-20, em 1942, em fábrica na Califórnia

No início de 1942, quando nem em seus piores pesadelos Hitler imaginava uma derrota na guerra, alguns pontos fracos da Alemanha começavam a aparecer. Usando os primeiros bombardeiros pesados quadrimotores, A RAF atacou as cidades de Lübeck e Rostok. Para o Führer, ainda se tratava de uma retaliação à Batalha da Inglaterra e ele ordenou uma resposta imediata.

A ofensiva começou pela históriaca cidade de Bath e continuou por Norwich, Exeter, York, Hull e Birmingham - todas cidades escolhidas pelo ditador ao ler um guia de turismo britânico. Mas com muitas baixas e sem um bom bombardeiro pesado, os ataques alemães à Inglaterra logo cessaram, com exceção de uma rápida série de incursões sobre Londres no começo de 1944.

O episódio demonstrava que havia falhas na proteção ao território alemão e problemas para repor as aeronaves abatidas. Situação que ficou ainda mais evidente a partir de maio de 1942, quando a RAF montou o "Ataque dos Mil Bombardeiros" contra Colônia e Hamburgo. Logo depois, aviões americanos de grande porte começaram a decolar de bases inglesas para ataques diurnos, a princípio, na França ocupada, Bélgica e Países Baixos. A defesa nazista teria de funcionar 24 horas por dia e numa larga extensão de terra - o que exigia esforços tremendos de suas forças.

Para impedir a invasão inimiga, a Luftwaffe reforçou a frente ocidental com 400 caças noturnos e 200 diurnos, apoiados por 1,1 mil canhões antiaéreos. Muitas dessas aeronaves sairiam de outros campos de batalha, que ficaram enfraquecidos. Por mais qua a indústria acelerasse a produção, não haviaaviões sufucientes. A entrada da força industrial americana, que enviava seus próprios equipamentos e abastecia a Inglaterra e a União Soviética, mudou a cara do conflito. A inferioridade numérica alemã aumentou ao longo da guerra. Em junho de 1942, a Alemanha possuía 3,7 mil aeronaves, contra 11,6 mil dos Aliados. Um ano depois, 4,6 mil aviões da Alemanha enfrentavam 23,3 mil dos adversários. Pior: modelos como o Bf-110 e os Stukas já estavam obsoletos e seus substitutos, o bombardeiro He-177 e o caça de longa distância Me-210/410, ainda possuíam problemas de desenvolvimento.

Na Defensiva
Mesmo com todos os percalços, a Alemanha conseguia impor baixas severas aos Aliados. Quando os Estados Unidos tentaram atingir as fábricas de aviões em Regensburgo e Schweinfurt, em agosto e outubro de 1943, perderam cerca de 60 aviões em cada missão, o que obrigou a 8ª Força Aérea do Exército americano a rever sua estratégia. Na chamada Batalha de Berlim, entre novembro de 1943 e janeiro de 1944, 384 aeronaves da RAF foram derrubadas em 14 ofensivas sobre a capital alemã. Três meses depois, os ingleses ficaram sem 95 dos 795 aviões que se lançaram contra Nuremberg. Parecia que a defesa estava em vantagem.

Mas a impressão era falsa, já que essa proteção exigia o sacrifício enorme. "Entre janeiro e abril de 1944, nossa força de caças diurnos perdeu mais de mil pilotos, e entre eles estavam nossos melhores pilotos. Nossas forças estão em vias de entrar em colapso", admitia o general Adolf Galland, líder dos pilotos de caça. A maioria das perdas era causada por uma nova arma americana: os caças de escolta P-47 Thunderbolt e P-51 Mustang. A resisitência nazista no flanco sul (Itália) também foi árdua. Embora com um poderio muito menor, a Luftwaffe derrubou 438 aeronaves aliadas e perdeu 176, atrasando o avanço inimigo.

O avião a jato Messerschmitt Me-262, que poderia ser uma saída para os alemães, demorou a entrar em operação. Por ordem de Hitler, a produção da aeronave foi atrasada para que ela fosse transformada em um caça-bombardeiro. Quando os Aliados desembarcaram na Normandia, em junho de 1944, a Luftwaffe só dispunha de 30 aeronaves Me-262 e nenhum piloto ainda havia completado o treinamento. Apenas em fevereiro do ano seguinte, o primeiro grupo de dez aeronaves desse tipo entrou em operação. A performance dos jatos era excelente - tecnologia que influenciaria os Estados Unidos e a União Soviética durante a corrida armamentista da Guerra Fria -, mas incapaz de reverter a situação. A infra-estrutura bélica alemã já havia entrado em colapso.

Os ataques anglo-americanos dividiam-se entre refinarias, grandes metalúrgicas e cidades situadas em complexos industriais, como o que lançou 650 mil bombas e matou mais de 100 mil pessoas em fevereiro de 1945, no controverso ataque à cidade de Dresden. Mesmo conseguindo fabricar mais aviões - até abril de 1945, a Messerschmitt havia apontado 1,2 mil Me-262 -, eles não chegavam ao front, pois estradas e ferrovias funcionavam precariamente e o estoque de combustível era insuficiente. Com aérodromos destruídos, não havia lugar para treinar pilotos novatos, que poderiam substituir os mais experientes, mortos nas batalhas. A máquina estava derrotada, com um saldo trágico para a Luftwaffe: 100 mil aeronaves perdidas, 320 mil homens mortos e 230 mil feridos, entre 1939 e 1945.

Fonte: Revista Grandes Guerras - Edição 26 - Dezembro 2008


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21 de setembro de 2010

Metralhadora russa Degtyarev


Metralhadora Degtyarev
empregada durante combate
pelos russos
Peso: 9,12 kg
Comprimento: 1270 mm
Cartucho: 7,62 x 54 mm
Alcance: efetivo: 800 m
Taxa de fogo: 600 disparos por minuto


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20 de setembro de 2010

O homem que enganou Hitler


Agente duplo convenceu os alemães de que o desembarque aliado ocorreria bem longe da Normandia

Juan Pujol García

Em janeiro de 1944, o serviço de inteligência alemão informou a um de seus agentes em solo britânico, de codinome Arabal, que os Aliados estavam preparando uma invasão de grandes proporções no continente europeu, e que contava com ele para obter informações sobre os detalhes do plano secreto. O que os alemães sequer desconfiavam era que o espanhol Juan Pujol Carcía, seu nome real, era um agente duplo que preparava para o Dia D seu maior golpe contra os nazistas.

Conhecido como Garbo no serviço secreto britânico, o pequeno homem - nascido em Barcelona, em 1912, e que havia lutado na Guerra Civil Espanhola - tinha aversão a regimes totalitários. Quando a Segunda Guerra eclodiu, decidiu que iria dar sua contribuição "para o bem da humanidade", como ele mesmo definiu.

Inicialmente, procurou as autoridades britânicas e ofereceu-se para espionar contra a Alemanha, mas não obteve sucesso ao tentar acesso às embaixadas do Reino Unido em Madri e Lisboa. Mas ele persistiu em seu intento e ofereceu-se à inteligência alemã, na capital espanhola, para ser um agente a serviço do nazismo em Londres. Persuadindo as autoridades com a história de que seria um abnegado defensor dos ideais de Hitler, acabou ganhando a confiança dos alemães e foi incumbido de criar uma rede de espiões em solo britânico.

Em vez de viajar para a Inglaterra, Garbo mudou-se da Espanha para Lisboa e começou a montar sua intrincada armadilha, simulando mandar infirmações dos Aliados a partir de 27 agentes criados por sua imaginação e utilizando alguns ivros de referência sobre o Reino Unido, como um guia, um mapa e algumas revistas de uma biblioteca portuguesa. Sua sagacidade ao se reportar aos alemães a partir de informações de conhecimento público, supostamente enviadas por Londres, teria sido o segredo de seu sucesso. Nem por isso deixou de cometer algumas gafes, que, para sua sorte, passaram despercebidas aos alemães. A mais famosa delas foi ter escrito que, durante uma visita a Glasgow, ele deparou com homens capazes de "fazer qualquer coisa por um litro de vinho", demostrando desconhecer totalmente os hábitos dos escoceses.

Operação Fortitude
Apesar de realmente existir um plano de invasão da Europa ocupada - a operação Overlod -, o que os alemães ignoravam é que parte do projeto incluía um esquema específico para ludibriá-los, a operação Fortitude. O plano dos Aliados para enganar os nazistas consistia em enviar pistas falsas, principalmente por meio de  Garbo e sua rede fictícia de  espiões, que convencessem o Alto-Comando alemão de que americanos e britânicos concretizariam sua maior ofensiva ao norte da Normandia, mais especificamente em Pas-de-Calais, bem longe das áreas efetivamente escolhidas para a invasão.

O ponto central do esquema consistia em fazer crer na existência de um exército "fantasma" dos Estados Unidos, que seria composto por 11 divisões fictícias, sob o comando do general Geroge Patton, e que estariam prestes a entrar em ação a partir de Kent e Essex, no sudeste da Inglaterra. O agente duplo conseguiu se sair tão bem na missão que até mesmo convenceu os nazistas de que a invasão da Normandia teria sido um mero estratagema para o "verdadeiro Dia D" que estaria por vir, barrando o envio dos reforços alemães psicionados a centenas de quilômetros das praias de Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword.

Fonte: Revista Grandes Guerras - Edição 30 - Agosto 2009


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19 de setembro de 2010

Museu Olívio Otto


Fachada do Museu Olívio Otto
Localizado na Avenida Flores da Cunha, 1246 - Centro, na cidade de Carazinho, o museu Olívio Otto, possui dois núcleos, um Histórico e Cultural e o outro de Ciências Naturais. Com várias tipos de peças, o foco do museu se direciona para o município de Carazinho.

Reunindo peças de extrema importância Histórica Científicas para a região, também possui um acervo envolvendo a Segunda Guerra Mundial, com capacetes e armamentos usados no conflito, como o Capacete M1, empregado pelas forças estadunidenses e brasileiras durante o ocorrido.

O museu possui em seu acervo também bonecos de cera, dentre os quais estão representados: o ditador italiano durante a Segunda Guerra Mundial, Benito Mussolini, e o nazista Adolf Eichmann, que era responsável no III Reich pela logística de extermínio dos indesejados, além de Tenente-Coronel da SS.

Algumas das peças do qual o museu disponibiliza são doações do veterano da FEB, Sezefredo Marcondes Castilhos, natural de Carazinho, possuía um galpão na cidade com peças da Segunda Guerra mundial, e de sua passagem na Itália como soldado da gloriosa Força Expedicionária Brasileira, mas que com uma forte chuva e um forte vento desabou, se perdendo parte de seu acervo, assim, parte do que restou, ele doou para o museu, onde permanece até hoje.

O patrono do museu, Olívio Otto, foi um personagem importantíssimo na História da cidade de Carazinho, sendo Comissário de Polícia, Delegado da cidade, interventor municipal durante a Segunda Guerra Mundial, criador do Tiro de Guerra, fundador e membro da Banda Carazinhense, entre outros.


Galeria de Fotos
 (Clique nas fotos para visualizar no tamanho original)

Boneco de cera do nazista Adolf Eichmann

Boneco de cera do ditador italiano
Benito Mussolini

Texto sobre a Segunda Guerra Mundial,
parte do acervo do museu

Equipamentos usados pela FEB

Capacete M1 usado pela FEB e, pelas forças estadunidenses
durante a Segunda Guerra Mundial

Cantil usado pela FEB


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18 de setembro de 2010

"Eu fui pra linha de frente" - Tenente Delsi Branco da Luz


"Eu fui pra linha de frente" assim dito pelo Tenente Delsi Branco da Luz.

Tenente Delsi Branco da Luz
Em maio de 1925, na cidade de Passo Fundo, nascia Delsi Branco da Luz. Que mais tarde seria um dos heróis brasileiros a combater o Nazismo e a opressão na Itália, durante o maior conflito já visto, a Segunda Guerra Mundial.
Durante a guerra, ainda na patente de Cabo, Delsi, integrou o 1º Regimento de Infantaria (1º RI), o Regimento Sampaio, junto de seus companheiros, participou da Tomada de Monte Castello.
Conta ele que quando se apresentou, não era voluntário: "Como era necessário completar o efetivo e não se alcançou a quantidade de homens. Convocaram outros. E, nessa leva fui incluído."

A convocação e a ida de Delsi para a guerra foi complicada e turbulenta:
"Depois da inspeção de saúde, iniciamos uma fase de instrução forçada, a qual foi recebida em Santa Maria em 1943. Nesse interim, houve uma reviravolta na minha ida a guerra.
Eu era das Transmissões, do PE 3º (Pelotão Extra do III/7 RI), comandado pelo Capitão Tércio Veras. Então, um colega do meu pelotão, Olmiro Vargas, apresentou-se como voluntário em meu lugar. Porém antes de embarcar, ele pediu licença para ir em casa e não mais retornou. Desertou. Como eu tinha conseguido a minha saída, e não sabia da deserção do Olmiro, fui a uma festa a fim de comemorar. De repente, lá pelas vinte e três horas chegou uma patrulha de serviço de Batalhão convocando-me para o embarque. Eu fui convocado para substituir o desertor. Embarquei sozinho porque o pessoal do meu Batalhão já seguia viagem para o Rio e, em Santa Maria, tive que esperar um contingente de Cavalaria que vinha da fronteira. Juntei-me a ele e viajamos de trem até o Rio de Janeiro."

O Tenente Branco embarcou para Itália junto ao 5º Escalão da FEB, integrando o 2º Escalão do Depósito de Pessoal.
"a bordo do navio-transporte General Meighs que aportou em Nápoles, em 22 de fevereiro. Após completar sua preparação em Staffoli, foi designado para o 1º Esquadrão de Reconhecimento.
Fomos acompanhados por três destróieres e realizamos repetidos treinamentos contra ataques de submarinos, que eram praticados em plena madrugada, mesmo em alto-mar.
Passávamos muito trabalho porque os canhões e o pessoal da segurança - soldados tripulantes - eram os únicos que ficavam no convés. Tínhamos que permanecer nos compartimentos, não podíamos sair. Permanecíamos o tempo todo com salva-vidas, confinados juntos aos beliches; não podíamos subir para não atrapalhar a segurança do navio. Seguidamente aconteciam exercícios. E sofríamos bastante, enjoávamos com o cheiro de enxofre da pólvora dos canhões. Era um navio muito grande e aquilo entranhava em tudo que era lugar.”

Delsi Branco da Luz, atirador de bazuca:
“A base brasileira – o Depósito de Pessoal e as tropas de apoio estavam em Staffoli. Então, quando havia grandes baixas no front os substitutos eram oriundos do Depósito, onde havia instrução forçada também. Lá era brabo, danado mesmo, havia dias que ficávamos surdos de tanto tiro que dávamos. Tínhamos que treinar com o armamento americano e eu fui designado para fazer um curso de bazuca. Aprendi a atirar contra as lagartas dos tanques alemães. Fui atirador de bazuca.”.

No front:
“Depois daquele mês de treinamento pesado fui direto para o front. Um detalhe que é interessante ser comentado: só o pessoal do Sexto ficou na própria Unidade. O 6º RI (6º Regimento de Infantaria) foi o primeiro que chegou, entrou em combate e se manteve unido. A maioria do pessoal das outras Unidades – aqueles que chegaram nos outros Escalões – foi para o Depósito e, mais cedo ou mias tarde se espalhou, ficou sem a Unidade de origem. Com o meu Batalhão ocorreu o mesmo, se dispersou, se espalhou na Itália”
Cheguei lá em fevereiro, ainda em pleno inverno. E contam que o de quarenta e quatro para quarenta e cinco foi um dos invernos mais rigorosos. Durante o tempo que permanecemos em Stafolli, ficamos em barracas. Foi demais. O frio era um horror. A água virava gelo durante a noite. Então para fazermos a nossa higiene matinal, deixávamos capecetes cheios d’água à noite e, pela manhã, os esquentávamos com gasolina, senão era só gelo mesmo, uma camada em cima da outra. Um horror!
Delsi Branco da Luz na Itália,
com uniforme americano
(Acervo pessoaç do Tenente
Delsi Branco da Luz)
A farda era americana e a recebemos na Itália. Com a nossa certamente não iríamos agüentar. Se não fosse a americana ninguém teria agüentado. Eles tinham uns sacos, impermeáveis por fora e de lã por dentro que permitiam ainda o uso de cobertas. Assim podíamos dormir a noite toda na neve que não havia perigo de sentir frio.”.

O pior de tudo, as patrulhas:
“As patrulhas de reconhecimento, a gente fazia o inimigo atirar com as armas que tinham, e nós não podíamos revidar, para termos conhecimento para depois fazer o ataque. Então essa era a função da patrulha de reconhecimento, era a pior que tinha. E, além disso, tinha as minas.”.
Partigiani descuidado:
“Eu estava baixado ao hospital, já em fase de recuperação, quando sofri um acidente. Parte dos italianos estava contra os aliados e outra parte a favor, eram os partisans que colaboravam e às vezes até trabalhavam conosco. Certa ocasião um grupo deles estava fazendo limpeza ao redor do hospital quando um deles bateu em uma mina antitanque colocada pelos alemães e ela explodiu. Havia tanta mina nessa parte de Livorno, junto ao porto, que ao se abrir as passagens para as viaturas – jipes e carros – formava-se montes e montes de minas antitanque, aquelas do tamanho de um queijo, todas desativadas, Tínhamos um pelotão especialista que não só as neutralizavam, mas também nos ensinava como fazê-lo. O restante do campo era cercado com arame farpado e colocavam placas de aviso para o pessoal não entrar ali. Não sei como os italianos conseguiram limpar aquela quantidade de campos minados depois da guerra. E foi uma dessas que explodiu. Estavam limpando o campo e, por acaso, um dos italianos bateu em uma mina que embora do lado de fora, estava colocada junto ao hospital. Nesse mister os alemães foram cruéis, aonde tiveram oportunidade eles minaram ou armadilharam.Em todo e qualquer lugar. Até em prédios como clubes, junto ao mobiliário, em instrumentos musicais – pianos, gaitas – ou em qualquer outro objeto. Um descuido e tudo explodia. Era um Deus nos acuda. Eles fizeram isso. O lugar ou o objeto mais simples servia de pretexto para uma armadilha. No hospital, bem próximo do local onde ocorreu a explosão havia uma saguão aberto, um avarandado, e muitos pacientes caminhavam ali. Eu me recuperava da pneumonia e quando houve esse problema da mina estava lá. Morreram o italiano que pisou na Iná e um brasileiro. Dois mortos e dezoito ficaram feridos. Esses dezoito estavam dentro do hospital. Fiquei mal, eu e outros. Inclusive um que foi se tratar junto comigo nos Estados Unidos não conseguiu resistir, a perna secou, o braço direito rebentou todo, e ele acabou falecendo. Acho que nem todos eram da mesma enfermaria, estavam ali caminhando. Como eu, que era de outra ala. Mas todos nós estávamos no referido saguão.”.

Depois da guerra, o passofundense foi para Nova Orleans, nos Estados Unidos, em função de uma enfermidade que apresentava, ficou se tratando em um hospital que classificou como muito bom.

Depois de se tratar nos EUA, Delsi voltou para Passo Fundo, sua terra natal, onde mora até hoje.


Galeria de Fotos
Todas as fotos abaixo são do acervo pessoal do Tenente Delsi Branco da Luz
(Clique nas fotos para visualizar no tamanho original) 

Desfile de 7 de setembro de 1983, na cidade de Passo Fundo

Desfile de 7 de setembro de 1996, na cidade de Passo Fundo

Desfile de 7 de setembro de 2010, na cidade de Passo Fundo


Homenagem ao Cabo Fredolino Chimango, passofundense morto em Montese

Diploma de Reconhecimento da Associação dos
Ex Combatentes de Novo Hamburgo

Honra ao Mérito, concedida ao Tenente Delsi Branco da Luz
pela Câmara  Municipal de Passo Fundo

Tenente Delsi e outros veteranos da FEB, entre eles, o Tennete Cristovam Benck
(quarto da esquerda para a direita)


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