João Barone
Da Glória ao Esquecimento...

16 de setembro de 2010

Cerco de Varsóvia


A posição dos anti- HMG poloneses,
perto da estação ferroviária (Jerusalém Avenida), durante
a defesa de Warsaw.
A Invasão da Polônia fez com que se desse início a Segunda Guerra Mundial, inicialmente entre Alemanha e Polônia, a entrada das potências ocidentais seria dois dias depois, com a declaração de guerra dos franceses e ingleses, assim iniciando um embate de grande escala.

A invasão do território polonês foi marcada por batalhas na maioria vencidas pelas forças Nazistas, pois as táticas de guerra as quais foram empregadas eram novas, e até então desconhecidas, as vitórias alemãs também se devem ao forte nível de seu exército, com a a tática de Blitzkrieg, guerra relâmpago, os blindados alemães superavam com grande diferença os antiquados e na maioria precários tanques poloneses, que eram grande parte ainda da Primeira Guerra Mundial. Logo o exército alemão chegou a Varsóvia, capital da Polônia, onde um cerco dramático se desenrolou.

O início do Cerco a Varsóvia, começou efetivamente a 08 de setembro de 1939, quando se iniciou de fato a batalha pela cidade. A tática inicial da Alemanha, foi de entrar na cidade com divisões blindadas, as localidades escolhidas foram Ochoty e Wola, nos subúrbios a oeste e a sul da cidade, tentado surpreendeer os poloneses. Porém, ao contrário do que se pensava, pois o exército polonês era muito inferior, a cidade resistiu com a ajuda do exército regular e dos civis. Gerando uma série de embates dramáticos, sendo a infantaria alemã repelida várias vezes pelos poloneses. A principal força de defesa polonesa foi a Brygada Pościgowa, a Brigada de Perseguição, que executou várias operações de sabotagem contra a Wehrmacht.

Burning, em Varsóvia, bombardeada pela
Luftwaffe, a 24 de setembro de 1939.
As forças polonesas eram de 124.000 soldados porém, a superioridade alemã chegava a 51.000 soldados a mais, no total 175.000 soldados.


Mas com a superioridade de logística, a Alemanha acabou por vencer a batalha pela cidade de Varsóvia, assim, no dia 28 de setembro a guarnição do general Walerian Czuma se rendeu, no dia seguinte, cerca de cem mil soldados poloneses foram aprisionados. No dia 1º de outubro, as tropas alemãs iniciaram uma ocupação militar, que só acabaria no dia 17 de janeiro de 1945.

Os comandantes do embate foram:

Alemanha: Hans Georg Reinhardt.
Polônia: Valerian Bara e Julius Rommel.



A pedido de Gustavo Kapelli.


Related Posts with Thumbnails

13 de setembro de 2010

Efeito retardado


Solo alemão tem milhares de bombas não detonadas.

Munição da Segunda Guerra encontrada
em um parque de Berlim, em 2007
O solo da Alemanha esconde um arsenal de mais de 2 mil toneladas de bombas aéreas americanas e britânicas despejadas durante a Segunda Guerra Mundial, além de armamento da Primeira Guerra e de treinamentos russos na antiga Alemanha Oriental. Todo ano são recuperados vários tipos de explosivos, desde granadas de mão e minas antitanque até projéteis de artilharia russa. Só que, à medida que os anos vão passando, torna-se cada vez mais perigosa a missão de encontrar e desarmar esses artefatos não-detonados.

Somente no estado de Brandenburgo, esquadrõesde localização de bombas, empreiteiras e até crianças encontram em média 631 toneladas de munições anualmente. O maior problema é que a Alemanha, no esforço de reconstrução pós-1945, reergueu rapidamente suas cidades e não teve tempo de localizar e neutralizar esse tipo de material. Mais de 60 anos após o fim do conflito, a região do leste alemão sofre com o perigo da grande quantidade de bombas americanas com detonadores de efeito retardado que estão se tornando cada vez mais instáveis e inviabilizam o trabalho de desarmamento com segurança.

Projetadas para estourar entre 2 a 146 horas após atingir o solo, essas bombas podem ser deflagradas repentinamente porque seus detonadores químicos sofreram desgaste pelo vapor de acetona enquanto jaziam enterradas. Muitas vezes, em razão do solo, os projéteis acabavam ricocheteando após penetrar no chão e ficavam posicionadas com a ponta para cima. E isso impediu que o fracasso de acetona, usado na detonação, se rompesse e impossibilitou o derretimento do disco de celuloide que travava o pino disparador.

Fonte: Revista Grandes Guerras - Edição 27 - Fevereiro de 2009


Related Posts with Thumbnails